A Ciência dos Super-Heróis: O Homem-Aranha

Toda criança e todo adulto fã de super-heróis, já se fez a pergunta um tanto ingênua, mas inevitável: será que poderia ser verdade? Será que eu poderia ter Superpoderes?

Com esses questionamentos, nós iremos começar uma jornada, explicando como seriam os poderes dos Super-heróis na vida real, com base no que conhecemos hoje por meio da ciência.

No post de hoje iremos começar com o Amigo da vizinhança, o famoso “nunca bate só apanha!”, O Homem-Aranha.

Teias de Aranha:

Começando pelas suas teias de aranha, dizendo que a vida seria comparativamente mais fácil para o Peter Parker dos quadrinhos e do próximo filme Marvel, para quem o lançador de teias é um instrumento criado em laboratório, do que para o Homem-Aranha dos primeiros filmes de cinema, cujo organismo é responsável por fabricar a teia.

Isso porque já há muita pesquisa tentando criar métodos tecnológicos para produzir a seda de aranha, que compõe as teias dos bichos, em larga escala e nas dimensões desejadas. O mesmo não vale claro, para a produção de teias no interior de pulsos humanos.

O interesse se justifica porque as teias de aranha possuem propriedades sensacionais. Elas combinam a capacidade de se esticarem em fios com extrema resistência ao rompimento: proporcionalmente, quase todas superam o aço de alta qualidade nesse quesito, e as de algumas espécies chegam a ser dez vezes mais difíceis de romper que o kevlar, material mais usado em coletes à prova de bala.

Cientistas já conseguiram modificar geneticamente bactérias, bichos-da-seda e até cabras para que produzam as proteínas que compõem a teia. No entanto, ainda falta dominar a técnica de transformar as substâncias em fios longos e coesos.

Escalando Paredes:



Falando agora de sua habilidade de escalar paredes, de acordo com os cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, fitas adesivas teriam de recobrir pelo menos 40% do corpo do ser humano para que o caminhar sobre o teto fosse possível (os mais pesados animais capazes de passear por superfícies verticais, assim, seriam os gecos, uma espécie de lagarto).

No entanto, um pesquisador da Universidade de Stanford, na Califórnia (EUA), não apenas refutou a teoria elaborada pelos especialistas britânicos como, também, demonstrou na prática que escalar paredes é possível.

Elliot Hawkes, que trabalha em suas “luvas-lagartixa” desde 2014, afirmou que basta ser “inteligente sobre como distribuir o peso” para que, por exemplo, uma parede de vidro possa ser escalada por uma pessoa sem que calçados de número 45 tenham de ser vestidos.

Cada uma das luvas criadas por Hawkes é composta por 24 células adesivas recobertas por nanofibras moldadas em forma de serra – o desgrude, dessa forma, é feito de acordo com um movimento de mão específico do usuário. Por trás de cada bloco adesivo, molas responsáveis por distribuir a pressão por igual ficam dispostas.

No vídeo publicado pelos engenheiros da Universidade de Stanford colocaram o sistema à prova. Segundo os cientistas norte-americanos, cerca de 910 kg podem, teoricamente, ser suportados pelo acessório.

Vídeo dos Engenheiros de Stanford:

Vídeo: 

Referência:

Super.abril.com.br

Deviante

Tecmundo

PNAS.org

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Davson Filipe é Técnico em Eletrônica, WebDesigner e Editor do Realidade Simulada – Blog que ele próprio criou com propósito de divulgar ciência para o mundo. Fascinado pelas maravilhas do universo, sonha em um dia conhecer a Nasa.