Eclipses

São eventos astronômicos que ocorrem quando um objeto celeste em trânsito intercepta a linha direta definida entre outros dois corpos, mas estando distante de ambos. Quando esses três corpos, no mínimo, envolvidos fazem parte do mesmo sistema gravitacional, damos o nome de sizígia ao alinhamento deles. Essa palavra geralmente é referida em relação ao Sol, a Terra e Lua ou outro planeta, que pode estar em conjunção ou oposição. Eclipses solares e lunares ocorrem em momentos de sizígia, e assim como em trânsitos e ocultações há uma sizígia entre uma estrela e dois corpos celestes, como um planeta e uma lua. Vale lembrar também que esse alinhamento, no caso do sistema Sol-Terra-Lua, está intimamente ligado a origem das marés vivas.

A sombra criada pelo objeto mais próximo da estrela faz intersecção com o corpo mais distante, diminuindo a luminosidade que atinge a sua superfície. A região de sombra criada pelo corpo ocultante é dividida em umbra, onde a radiação da fotosfera da estrela é completamente bloqueada, e uma penumbra, onde somente parte da radiação é bloqueada.

Um eclipse total acontece quando o observador está localizado dentro da sombra, umbra, do objeto ocultante. E isso ocorre no ponto de fase máxima durante um eclipse total. Quando a estrela e um objeto ocultante menor são praticamente esféricos, a umbra forma uma região em forma de cone de sombra no espaço. Um eclipse que não atinge a totalidade, como quando o observador está na penumbra, é chamado de eclipse parcial.

A região além do fim da umbra é chamada de antumbra, onde um planeta ou lua será visto transitando através da estrela mas sem cobri-la completamente. Para um observador dentro da antumbra de um eclipse solar, por exemplo, a Lua parece menor que o Sol, resultando em um eclipse anular.

Eclipses solares são eventos relativamente breves, que podem somente ser vistos em totalidade em um trecho relativamente estreito. E Sob as condições mais favoráveis, um eclipse solar pode durar 7 minutos e 31 segundos, e pode ser visto em uma região de até 250 km. Entretanto, a região onde um eclipse parcial pode ser observado é muito maior.

Eclipses lunares acontecem quando a Lua passa pela sombra da Terra. Como isto acontece somente quando a Lua está no ponto mais distante da Terra, a partir do Sol, eclipses lunares só podem acontecer quando é lua cheia. Diferente de eclipses solares, um eclipse da lua pode ser observado praticamente por um hemisfério inteiro. Por esta razão é muito mais comum observá-los dada uma certa localização. E ao contrário dos solares, eles também duram mais tempo, levando várias horas para se completar, e a totalidade geralmente leva entre 30 minutos a mais de uma hora .

Existem três tipos de eclipses lunares: penumbral, quando a Lua atravessa somente a penumbra da Terra; parcial, quando a Lua cruza parcialmente a umbra da Terra; e total, quando a face da Lua fica totalmente dentro da umbra da Terra. Os totais passam todas as três fases. Mesmo durante um eclipse lunar total, entretanto, a Lua não fica completamente escura. A luz do Sol sofre refração da atmosfera da Terra e passa para a umbra, criando uma iluminação fraca.

lua de sangue

Da mesma forma que no pôr do sol, a atmosfera tende a espalhar a luz com comprimentos de onda mais curtos, desta forma a Lua iluminada por luz refratada possui um tom avermelhado, daí vem o título “Lua de Sangue“, que esteve rodeado ao longo da história de muitas superstições e  profecias sobre desastres naturais de grande magnitude.

De acordo com o site especializado Space.com, ligar maus presságios a eclipses eram comuns na antiguidade, quando não se sabia o que causava o “apagão” na Lua. Mas hoje sabemos que mesmo eventos raros como a tétrade são parte de um calendário astronômico estabelecido – eles já aconteceram inúmeras vezes e vão acontecer mais vezes no futuro. “Pessoas relacionam desastres com eclipses pelo fato que desastres podem acontecer todos os dias, sendo uma noite de eclipse ou não, e temos uma tendência de criarmos explicações para isso (…) É quase inevitável que algo ruim aconteça, porque coisas ruins acontecem o tempo todo”, explica o astrônomo Geoff Gaherty, no Space.com.

Fontes:

Wikipedia

Revista Galileu

Para mais informações sobre eclipses:

Brasil Escola

Universidade Federal do Rio Grande do Sul

 

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Davson Filipe é Técnico em Eletrônica, WebDesigner e Editor do Realidade Simulada – Blog que ele próprio criou com propósito de divulgar ciência para o mundo. Fascinado pelas maravilhas do universo, sonha em um dia conhecer a Nasa.