Especial Zodíaco: O Leão de Nemeia

A aventura continua, nesse passo nos deparamos com a imponente figura do leão que por várias vezes foi, e é posto, como símbolo de nobreza.

A constelação de Leão possui várias estrelas com brilho intenso, tendo sido muitas delas identificadas por povos antigos. Regulus que significa “pequeno rei”, sua estrela alfa, é uma estrela dupla branca azulada, com o uso de binóculos é possível verificar sua divisão.

Ela também contém diversas galáxias brilhantes em sua faixa, entre elas estão aquelas que compõem o Trio do Leão. Há também o Anel do Leão, que seria uma nuvem de gás hidrogênio e hélio que circunda duas das galáxias presentes em sua extensão. E uma chuva de meteoros que ocorre em novembro, as Leônidas, origina-se de sua direção e é capaz de produzir um espetáculo com dez meteoros por hora que cruzam a atmosfera terrestre.

Essa constelação é uma das conhecidas já de bem cedo na história humana, com evidências arqueológicas de que o Mesopotâmicos teriam uma constelação similar por volta de 4 mil a.C.

Alguns estudiosos das mitologias creditam à Suméria a representação na constelação do monstro Humbaba, uma monstruosidade gigante com rosto de leão que teria sido morta nas mãos de Gilgamesh. Os babilônicos a chamavam de “Grande leão”. E Regulus seria “a estrela que sustenta o busto do Leão”.

O leão grego

Mas com tudo isso, a lenda que veria a marcar esse grupo de estrelas seria a do Leão de Nemeia, que fora uma criatura enorme e aterrorizante que vivia nas florestas de Nemeia e teria sido o primeiro dos doze trabalhos de Hércules designados pelo rei Euristeu.

Seu tamanho era inacreditável, seus rugidos eram tão estrondosos quantos os raios de Zeus, sua força equivalia à força de dez leões comuns e sua pele era tão dura que nenhuma flecha, lança ou espada, por mais afiada que fosse, podia perfurá-la.

Diante desse desafio, Hércules haveria golpeado o leão com sua clava deixando a fera atordoada. Então na tentativa de fuga, a besta teria entrado em uma caverna com duas saídas, mas o herói viria a bloquear uma delas, aprisionando o leão e indo atrás dele. No fim do caminho, o filho de Zeus abraçaria o leão, ignorando suas garras afiadas, e o sufocaria.

Depois da batalha, Hércules utilizaria do couro do animal como proteção e voltaria ao reino de Micenas para desafiar o rei tirano. Com isso, o leão teria sido posto nas estrelas para lembrar que fora o rei das feras.

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Fontes:

en.wikipedia.org

theoi.com

mitologiahelenica.wordpress.com

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Davson Filipe é Técnico em Eletrônica, WebDesigner e Editor do Realidade Simulada – Blog que ele próprio criou com propósito de divulgar ciência para o mundo. Fascinado pelas maravilhas do universo, sonha em um dia conhecer a Nasa.