Marés

Numa situação ideal sem interferências gravitacionais externas, todas as águas da Terra estariam no mesmo nível, pois sofreriam uma aceleração gravitacional idêntica em direção ao centro do planeta, situação A na figura. Mas devido a existência de campos gravitacionais significativos (Lua e Sol) a interagir com as massas líquidas, ocorre a aceleração do volume d’água em diferentes direções. E como há uma relação entre a distância que separa os corpos e a gravidade exercida entre eles, pontos específicos da Terra sentiriam acelerações diferentes.

Assim, nas situações B e C da imagem, a aceleração provocada pela Lua têm intensidades significativamente diferentes entre os pontos mais próximos e mais afastados da Lua.

Dessa forma, as massas oceânicas que estão mais próximas da Lua sofrem uma aceleração de intensidade significativamente superior às massas oceânicas mais afastadas da Lua. É este diferencial que provoca as alterações da altura das massas de água na superfície terráquea.

Quando a maré está em seu ápice chama-se maré alta, maré cheia ou preamar; quando está no seu menor nível chama-se maré baixa ou baixa-mar. Em média, as marés oscilam em um período de 12 horas e 24 minutos. Doze horas devido à rotação da Terra e 24 minutos devido à órbita lunar.

A altura das marés alta e baixa, relativa ao nível do mar médio, também varia. Nas luas nova e cheia, as forças gravitacionais do Sol estão na mesma direção das da Lua, produzindo marés mais altas e mais baixas, chamadas marés de sizígia, ou marés vivas. Nas luas minguante e crescente, as forças gravitacionais do Sol estão em direções diferentes das da Lua, anulando parte delas, produzindo pouca variação entre as marés alta e baixa, marés de quadratura ou marés mortas.

No entanto, as coisas não são assim tão simples. Embora estejam apenas em jogo três astros, os seus movimentos são bastante irregulares. As órbitas da Terra e da Lua não são circulares, mas elípticas, ou seja, as distâncias entre os astros não são fixas. O plano onde se encontra a órbita da Terra, chamado plano da eclíptica, porque é aí que se dão os eclipses, não coincide com o plano do Equador. Além disso, o plano da órbita da Lua faz um ângulo fixo com o plano da eclíptica, mas roda lentamente, completando-se essa rotação em 18.6 anos que é a maior periodicidade associada com as marés – ciclo nodal lunar.

Quando o astro que provoca a maré, seja ele o Sol ou a Lua, está sobre o Equador ou próximo dele, as marés tendem a ter uma maior amplitude. No caso do Sol esse fenômeno ocorre nos equinócios: por volta de 21 de Março e de 23/24 de Setembro. As marés vivas que ocorrem próximo dos equinócios chamam-se marés vivas equinociais e tendem a estar entre as maiores amplitudes registradas.

Fontes:

ondas.cptec.inpe.br

pt.wikipedia.org

hidrografico.pt

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Davson Filipe é Técnico em Eletrônica, WebDesigner e Editor do Realidade Simulada – Blog que ele próprio criou com propósito de divulgar ciência para o mundo. Fascinado pelas maravilhas do universo, sonha em um dia conhecer a Nasa.