Três Nebulosas que você não pode deixar de conhecer!

A Nebulosa do Caranguejo (também catalogado como Messier 1, NGC 1952, Taurus A) é um remanescente de supernova e uma nebulosa de vento de pulsar na constelação do Touro. A nebulosa foi primeiramente observada por John Bevis em 1731 e corresponde a uma brilhante supernova (SN 1054) registrada por astrônomos chineses e árabes em 1054. A nebulosa é a mais intensa fonte de raios X e gama para energias acima de 30 KeV, com fluxo de energia luminosa acima de 1012 eV. Dista a cerca de 6 500 anos-luz (2 quiloparsecs) da Terra e tem um diâmetro de 11 anos-luz (3,4 parsecs), expandindo-se a uma taxa de aproximadamente 1 500 quilômetros por segundo.

A Nebulosa de Hélix é um astro cósmico muitas vezes fotografado por astrônomos amadores para suas cores vivas e sua semelhança com um olho gigante aberto ao cosmos.
Descoberta no século 18, está localizada a cerca de 650 anos-luz de distância, na constelação de Aquário.
A nebulosa de Hélix passou sua vida transformando hidrogênio em hélio em fugitivos reações de fusão nuclear que tiveram lugar no seu coração.
É este processo de fusão, que tem fornecido toda a luz e calor do astro durante sua vida.
Nosso Sol segue o mesmo processo, mas ele vai morrer em 5 bilhões de anos, quando o combustível de hidrogênio se esgota.

NGC 6302 (também chamada de Nebulosa Borboleta) é uma nebulosa planetária bipolar na constelação do Escorpião. A estrutura da nebulosa é uma das mais complexas já observadas em Nebulosas planetárias. O espectro de NGC 6302 mostra que sua estrela central é um dos mais quentes objetos da galáxia, com uma temperatura de superfície superior a 200 mil Kelvins, o que implica que a estrela da qual se formou deve ter sido muito grande.

A estrela central, uma anã branca, só foi descoberta recentemente (Szyszka et al. 2009), usando a câmera WFC3, atualizada a bordo do Telescópio Espacial Hubble. A estrela tem uma massa atual de cerca de 0,64 massas solares. É cercada por um disco particularmente denso equatorial composto por gás e poeira. Esse disco é denso postulado ter causado saídas da estrela para formar uma estrutura bipolar (Gurzadyan 1997) semelhante a uma ampulheta. Essa estrutura bipolar apresenta características muito interessantes observadas em nebulosas planetárias, tais como paredes de ionização, nós e arestas.

 

Fontes :

 http://simbad.u-strasbg.fr/simbad/

http://www.astronoo.com/pt/artigos/nebulosa-helix.html

http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3966039-EI238,00-Nasa+divulga+imagem+inedita+de+Nebulosa+borboleta.html

 

Davson Filipe é Técnico em Eletrônica, WebDesigner e Editor do Realidade Simulada – Blog que ele próprio criou com propósito de divulgar ciência para o mundo. Fascinado pelas maravilhas do universo, sonha em um dia conhecer a Nasa.