Nasa compartilha som de buraco negro no aglomerado de galáxias Perseu; ouça
A Nasa transformou as ondas acústicas que saem de um buraco negro no centro do aglomerado de galáxias Perseu em notas audíveis para os ouvidos humanos. O vídeo que mostra dados astronômicos transformado em som foi compartilhado nas redes sociais da agência espacial.
As ondas sonoras foram extraídas com ajuda do Observatório de Raios-X Chandra, da Nasa. Os dados saem em direções radiais, ou seja, do centro para fora e foram transformadas no alcance da audição humana, escalando-as para cima em 57 e 58 oitavas acima de seu tom verdadeiro.
“O equívoco de que não há som no espaço se origina porque a maior parte do espaço é um vácuo, não fornecendo nenhuma maneira para as ondas sonoras viajarem. Um aglomerado de galáxias tem tanto gás que captamos o som real. Aqui é amplificado e misturado com outros dados, para ouvir um buraco negro!”, escreveu a Nasa no Twitter.
Desde 2003, o buraco negro no centro do aglomerado de galáxias de Perseu tem sido associado ao som.
Segundo a Nasa, “isso ocorre porque os astrônomos descobriram que as ondas de pressão enviadas pelo buraco negro causavam ondulações no gás quente do aglomerado que poderiam ser traduzidas em uma nota – uma que os humanos não conseguem ouvir cerca de 57 oitavas abaixo do dó central”, escreveram em um comunicado.
Ouça o som da aglomeração de galáxias Perseus:
The misconception that there is no sound in space originates because most space is a ~vacuum, providing no way for sound waves to travel. A galaxy cluster has so much gas that we've picked up actual sound. Here it's amplified, and mixed with other data, to hear a black hole! pic.twitter.com/RobcZs7F9e
— NASA Exoplanets (@NASAExoplanets) August 21, 2022
Outros aglomerados de galáxias
Além do aglomerado de galáxias de Perseu, uma nova sonificação de outro buraco negro foi lançada pela agência neste ano.
O buraco negro em Messier 87, ou M87 está sendo estudados há anos e a Nasa o chama de “celebridade na ciência” após o primeiro lançamento do projeto Event Horizon Telescope (EHT) em 2019.
As ondas de rádio são mapeadas para os tons mais baixos, os dados ópticos para os tons médios e os raios-X detectados pelo Chandra para os tons mais altos. Diferente da primeira, esse som é mais “agradável”.
A parte mais brilhante da imagem abaixo corresponde a sonificação mais alta, que é onde os astrônomos encontram o buraco negro com massa equivalente a 6,5 bilhões massas do Sol.
Fonte:
[Nasa]