A estação espacial Tiangong-1 fez história por mostrar ao mundo o potencial da China no setor aeroespacial. a primeira estação espacial construída e lançada ao espaço pela país, cairá sob a Terra nas próximas semanas.
O local e o momento exato da queda não pode ser previsto, mas, segundo estimativas da Aerospace Corporation, a espaçonave irá fazer a reentrada na atmosfera na primeira semana de abril, com margem de erro de uma semana para mais ou para menos.
Lançada em 2011, a Tiangong-1 deveria ter sido derrubada de forma segura em 2013, mas continuou em operação até março de 2016, quando a agência espacial chinesa perdeu o controle da espaçonave.
Desde então, ela orbita o planeta descontrolada, se aproximando cada vez mais, atraída pelas forças gravitacionais.
Com 10,5 metros de comprimento e 3,4 metros de diâmetro, a estação espacial pesa cerca de 8,5 toneladas.
A estação foi substituída pela Tiangong-2, com maior capacidade, lançada em setembro de 2016.
Existe motivo para se preocupar?
De acordo com a Aerospace Corporation, existem chances de que “pequenas quantidades de destroços da Tiangong-1 sobrevivam à reentrada e caiam no solo”.
Se isso acontecer, as peças devem cair espalhadas numa área de alguns quilômetros de diâmetro com centro no percurso da aeronave.

“Quando considerado o pior caso, a probabilidade de uma pessoa específica ser atingida por destroços da Tiangong-1 é cerca de um milhão de vezes menor que as chances de ganhar sozinho da loteria”, informa a Aerospace Corporation, em comunicado.
“Na história dos voos espaciais, nenhuma pessoa foi ferida por destroços de reentradas. Apenas uma pessoa foi atingida por uma peça e, felizmente, não se feriu”.

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O astrofísico Jonathan McDowell, da Universidade Harvard, explicou que quedas de detritos espaciais são relativamente comuns.
Em janeiro, fragmentos de um foguete com tamanho similar ao da Tiangong-1 caíram no Peru.”A cada dois dias algo assim acontece, mas a Tiangong-1 é grande e pesada, então precisamos observar de perto”, explicou McDowell, ao jornal “Guardian”.

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Nos últimos meses, a queda da Tiangong-1 tem se acelerado. Agora, ela se aproxima da nossa atmosfera a cerca de 6 quilômetros por semana, contra 1,5 quilômetros em outubro.
Por isso é difícil prever exatamente onde e quando a espaçonave irá cair, já que sua velocidade é variável.”Será apenas na última semana que vamos ser capazes de começar a falar sobre isso com maior confiança”, disse o astrofísico. “Eu diria que algumas peças irão sobreviver à reentrada. Mas nós só vamos saber onde elas vão cair após o fato.”
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