Ovo de 66 milhões de anos é descoberto na Antártida

Ovo

Em 2011, cientistas chilenos descobriram um fóssil misterioso na Antártida e o levaram para o Museu Nacional de História Natural do Chile, onde tentaram descobrir sua idade e o que, de fato, ele era.

Estas questões, entretanto, permaneceram uma incógnita — até agora.

Um dos pesquisadores, David Rubilar-Rogers, nunca desistiu de analisar o artefato: ele o mostrava a todos os geólogos que iam visitar o museu.

Foi assim que, em 2018, a professora Julia Clarke, da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, identificou o fóssil.

“Mostrei para ela e, depois de alguns minutos, Julia me disse que poderia ser um ovo murcho”, contou o especialista em declaração.

Sob esta óptica, especialistas de ambos os institutos resolveram investigar o fóssil com mais detalhes e descobriram que ele data de 66 milhões de anos atrás.

Em um artigo publicado na Nature nesta quarta-feira (17), os pesquisadores revelam que o artefato mede 28 por 18 centímetros, é o maior ovo de casca mole já descoberto e o segundo maior ovo de qualquer animal conhecido.

Foto: Lucas Legendre/Jackson School of Geosciences
Foto: Lucas Legendre/Jackson School of Geosciences

“É de um animal do tamanho de um grande dinossauro, mas é completamente diferente de um ovo de dinossauro”, disse Lucas Legendre, principal autor do estudo. “É mais parecido com os ovos de lagartos e cobras, mas é de um parente verdadeiramente gigante desses animais.”

Segundo os especialistas, o espécime é o primeiro ovo fóssil encontrado na Antártida e, além de ser enorme para os padrões esperados, provavelmente foi posto por um réptil conhecido como mosassauro.

Os pesquisadores deduziram isso após compararem os tamanhos de outras espécies de répteis com os de seus ovos — e concluíram que o animal deveria ter aproximadamente 6 metros de comprimento.

Além disso, a formação rochosa onde o ovo foi descoberto também é lar de diversos esqueletos de mosassauros e plesiossauros.

“Muitos autores levantaram a hipótese de que esse era um tipo de viveiro com águas rasas protegidas, um ambiente de enseada onde os jovens tinham um ambiente tranquilo para crescer”, afirmou Legendre.

Via:

Revista Galileu

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